Me acostumei
desde pequeno a apreciar aquele sorriso maravilhoso estampado num rosto meigo,
coisa que me causava tamanha emoção. Era um rosto que eu apenas imaginava,
tinha criado ele em minha mente.
Um outro rosto
estava bem nítido no meu pensamento, eu o havia pintado de verde para se
destacar, para que eu pudesse vê-lo com mais clareza.
Eu os chamava de
deuses, pois despertavam em mim uma sensação de tranquilidade, de alegria e eu
não conseguia viver sem essas presenças. Mas o tempo passou e eu me vi envolto
em outras coisas da vida, porém não os esquecendo, estava com eles bem
guardados no meu cérebro. O primeiro eu chamava de AMOR por ser o responsável
pela união das pessoas e o segundo de ESPERANÇA por fazer com que essas pessoas
tivessem fé em realizar os seus desejos.
O tempo passou e
hoje eu os procuro e não encontro, apesar de saber que existem. Não vejo mais
aqueles rostos que me causavam emoção, que me transportavam para um mundo
imaginário, onde apenas eu habitava. Sei que não mais os vejo por um único
motivo: as pessoas mudaram, deixaram de ter sentimentos, vivem como autômatos,
são materialistas. Onde será que se escondem os deuses que me faziam tão feliz?
Espero que um dia
essas pessoas mudem, voltem a ser o que eram antes, pois só assim eu vou ver
novamente aqueles rostos do AMOR e da ESPERANÇA.
Nenhum comentário:
Postar um comentário