sábado, 16 de fevereiro de 2013

CAMA VAZIA



sonhos eróticos, noites agitadas
o sono vem, o sono vai

o calor do quarto não sai
mas é um calor diferente

e quando vejo a cama vazia
fico trêmulo, me dar nostalgia

sabendo que ali falta um corpo
para que eu possa abraçar

com ele nu me entrelaçar
e sentir o gozo de um amor a dois

mas isso não acontece comigo
naquela cama vazia, solitária

sozinho numa cópula imaginária
eu fico somente pensando em alguém

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

NOME ESQUECIDO


 
meu nome está esquecido

não vejo ninguém falar de mim

estou sem sorte, mas mesmo assim

mostrarei que não estou vencido

meu nome esquecido será lembrado

e com certeza eu serei festejado

COISA DE LOUCO


de noite eu vago pela rua
com o pensamento nas nuvens

olho pra cima e vejo a lua
nesse momento o cérebro não atua

para saber aonde eu vou
 

na rua não vejo ninguém
também não estou sendo visto

e sem a companhia de alguém
nesse caso só tem um porém

ando sem rumo, talvez seja louco
 

um louco que tem raciocínio
ora sabe tudo, ora não sabe nada

andando e falando sozinho
percorrendo às cegas esse caminho

coisa e louco, acha isso normal

PESADELO


    O carro seguia tranquilamente pela estrada deserta e Brígida nem desconfiava do que iria encontrar pela frente. Havia discutido com o companheiro e saíra de casa, sem rumo, até que resolveu pernoitar em uma pousada fora da cidade e agora retornava com o firme propósito de eliminar quem lhe nachucara, quem havia lhe causado tanto sofrimento. Paulo era assim, bem agressivo, do tipo que não respeita mulher, tendo Brígida se apaixonado por ele sem conhecer o outro lado dessa pessoa.
    O carro já se aproximava da cidade e Brígida deu uma última olhada no porta-luvas. Lá estava a arma que iria fazê-la vingar-se das humilhações sofridas. Estava tão ansiosa para chegar que não se preocupou com a velocidade, estava a 120 por hora e numa curva deu de cara com o velho caminhão de Paulo, que vinha em sentido contrário. A batida foi inevitável e Brígida apenas vislumbrou uma nuvem escura e um calor demasiado e mesmo assim não sentiu nenhuma dor. Seu cérebro ficou confuso e por alguns minutos pareceu que nada havia acontecido, o seu corpo permanecia do mesmo jeito e os veículos envolvidos no acidente estavam perfeitos, o que deixou-a sem saber o que fazer.

    Aos poucos foi recuperando a consciência e notou que dentro do caminhão havia uma pessoa e era Paulo. Sua ira voltou fazendo-a retornar ao carro e abrir o porta-luvas. Lá estava a arma que foi logo segura por ela, dirigindo-se na direção de Paulo, que já saía do velho cminhão. Apontou para o companheiro, acionou o gatilho mas nada aconteceu, deixando Brígida furiosa. Ele olhou para ela com um riso meio amarelado e tentou abraçá-la, mas ela se recusou a ter o seu contato, insistindo em tentar atirar e nada. Paulo fez ela entender que já estavam em outro plano físico, ainda perturbado com a situação. Brígida chorou e lamentou por tudo, jogando a arma longe. Nesse momento deixou-se abraçar por Paulo, que chorava junto com ela, apesar de não estarem entendendo muito essa situação tão estranha.

    Batidas na porta do quarto acordaram Brígida, tirando-a de um pesadelo muito ruim. A dona da pousada ouvira gritos e correu em direção ao quarto onde ela pernoitava. Brígida levantou-se assustada e abriu a porta, sendo acalmada pela senhora que providenciou um copo d’água. Lembrou-se já refeita que tudo fôra um sonho e agora pensaria melhor antes de agir contra o companheiro. Tentaria uma conversa e avaliaria a possibilidade de continuar com Paulo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

EU DISSE NÃO


eu não queria
mas fiz contra a minha vontade
eu disse não
usufruindo da minha liberdade
mesmo sendo difícil
eu disse não para a mulher amada
foi um ímpeto
eu a recusei numa hora indesejada
me arrependi
agora sofro esse peso na alma
eu disse não
quando ela me pedia calma
eu gosto dela
apesar de ter me feito sofrer
quero dizer sim
e amá-la com o maior prazer
mas ela já se foi
saiu chorando com o meu não
meu coração reclama
estou agora a procurá-la em vão
eu disse não
pensando que tudo se resolveria assim
me enganei
mas vou procurá-la e dar o meu sim

A HISTÓRIA DE JACIANE


 
Jaciane só tinha 13 anos quando “se perdeu”
Arrancaram seu “cabaço” logo cedo
Ela nesse tempo nem teve medo
Um namorado aqui, outro acolá e “pimba”
Acabou-se o que era doce
Jaciane danou-se a “trepar” com todo mundo
Não queria saber se era limpo ou imundo
Era a curtição daqueles “boyzinhos”
Num tempo que sexo ainda era tabu
Tinha fama, “dava” mais do que chuchu
Hoje já velha e bem acabada
Só faz contar a sua história
Na sua cabeça foi um tempo de glória
Conheceu muitos homens, ganhou dinheiro
Tudo isso vendendo a “perseguida”
Pois sendo bonita e cortejada
Por qualquer um era desejada
Agora a “macaca velha” está triste
Ninguém quer mais seu objeto de prazer
Está murcho, é o que posso dizer

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

BRISA REFRESCANTE (de A a Z)



A brisa refrescante me faz um carinho
B asta para mim apenas um pouquinho

C omo se estivesse me dando um beijinho
D uvido até que alguém pudesse ter

E sse momento sublime para viver
F azendo inveja a quem pudesse ver

G anhei um carinho, ganhei satisfação
H ei de me lembrar com muita emoção

I rei bem longe com esse carinho então
J untos seremos o prazer, o bem estar

L onge de tudo a naturea vou amar
M esmo que solitário eu possa ficar

N ão fico sem essa brisa refrescante
O meu desejo é tê-la a todo instante

P arece até que me sinto importante
Q uerendo ser mais do que quem me criou

R esmundo com a brisa, ela que me acalmou
S audou minha presença, até me animou

T endo você, minha brisa de amor
U ngindo meu corpo com teu frescor

V ou longe e esquecendo qualquer dor
X eretando tudo que encontrar

Z anzando até me cansar