domingo, 23 de fevereiro de 2014

NO SILÊNCIO DA NOITE

No silêncio da noite eu percorro a rua
O local pouco iluminado me amedronta

Sinto frio, a chuva fina cai suavemente
Instantes de tensão e um pensamento somente
Largar essa vida de dono das noites
Esse silêncio que sempre me amedronta
Nessa noite debaixo de chuva fina
Começa a mexer com minha sina
Isso quer dizer que as minhas noitadas
O máximo de duração poderá ser até hoje

Darei preferência ao silêncio do quarto
A noite será bem mais proveitosa

Nada de bebedeiras, de vícios enfim
O que preciso agora é pensar mais em mim
Ir de encontro ao que a vida oferece
Ter sossego, saúde, da família cuidar
Esquecer as noitadas e o que possa prejudicar

sábado, 22 de fevereiro de 2014

SOL QUE ME AQUECEU

o tímido sol surgiu
por uma brecha entre as nuvens
acho até que ele queria me ver
e com seus raios me envolver
me acariciar, aquecer o meu corpo

talvez  soubesse ele
que eu necessitava de conforto
era uma luz fraca, eu sei
no entanto eu nunca pensei
que o astro rei se preocupasse comigo

eu estava triste
sentado no jardim numa tarde fria
veio o sol então me aquecer
meus problemas quem sabe conhecer
e me tirar desse clima nada bom

meu semblante mudou
agradeço ao sol que me aqueceu
mesmo com sua timidez evidente
me fez sorrir, me deixou contente
a tarde pra mim não é mais fria

OLHO D'ÁGUA

   
   Eu olho o olho d'água com lágrimas 

nos olhos, afinal eu tenho também olho 

d'água.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

OBRAS DE DEUS

a flor que desabrocha
a chuva que cai
o pássaro que voa
a nuvem que passa
o vento que sopra
a folha que se desprende
o sol que brilha
a terra que faz germinar
a lua prateada
a noite que esconde
o clima quente ou frio
o mar que avança
o rio que corta a cidade
a natureza enfim
são obras de Deus
que nos presenteia de graça
a beleza da flor desabrochando
a chuva caindo em pingos
o voo do pássaro nos céus
a nuvem seguindo adiante
a carícia do vento
fazendo a folha beijar o chão
os raios do sol
sobre a terra farta
o prateado da lua cheia
numa noite de romantismo
num clima agradável
as ondas do mar quebrando
e os peixes nadando no rio
é o que a mãe natureza nos dar
um presente divino
a grande obra de Deus
para os homens que não agradecem
fazem tudo como desejam
destroem a vida do planeta
esquecem que no futuro fará falta
pobres criaturas humanas
que Deus tenha piedade de todos

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

VIDA BOÊMIA

caiu a noite no centro da cidade
o bêbado sonolento cambaleava
solitário, ele quase não andava
a vista turva, os movimentos lentos
instintivamente parou e tentou sentar
não sabia onde estava e nem importava
sua satisfação era a bebida que gostava
nem pensar em parar com seus goles
ainda tinha o cigarro, vício antigo
desde menino dava suas baforadas
tempo de ouro, tinha várias namoradas
no cabaré era o tal, gostava de pagar
todos o reverenciavam por isso
mas o tempo passou, agora está só
os que usufruíam o abandonou, dar dó
vive agora na rua da amargura
sem lenço e sem documento, triste
o dinheiro é pouco, mas dar para beber
vai continuar assim até um dia morrer
só assim deixará essa vida boêmia

TEMPOS DIFÍCEIS VIRÃO


   Muitos de nós já passamos ou estamos passando por momentos difíceis, mas chegará um momento em que o mundo estará em pleno conflito, não só uma família ou um país mas o mundo todo. Tenho visto o amor de pessoas que conhecem Cristo se esfriarem de tal modo que assusta! Ao redor ao mundo, violência , abusos sexuais em crianças, o nosso planeta se encaminha para um estado de surto onde será difícil viver, logo chegará o grande dia que muitos já esqueceram e até duvidam, o grande dia em que tudo será desfeito, o dia que não terá mais dor nem sofrimento para aqueles que perseveraram.

"E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará." 
Mateus 24:12

domingo, 16 de fevereiro de 2014

CARTAS DE AMOR

Chorei hoje quase sem perceber
A tristeza bateu forte em meu peito
Relendo antigas cartas de Leila
Tormento que me pegou sem jeito
Acorrentando-me a um passado
Sem dó, me deixando arrasado

Dei um tempo então, parei de chorar
li resignado as juras de amor

As cartas estavam bem guardadas
Minha vontade era rasgá-las, queimar
O destino apenas me fez reclamar
Ruiu nosso castelo de amor enfim