domingo, 26 de julho de 2015

FELICIDADE (acróstico)

F.oi lindo o seu trajeto na Terra. O nome dele era felicidade
E.ra o homem que a família tanto amava, criatura temente a Deus
L.igado por laços familiares que jamais poderiam ser rompidos
I.ria longe o seu desejo, a sua dedicação, o seu modo de agir
C.omo podemos compreender essa inesperada interrupção?
I.a tudo como planejado, como esperávamos que fosse
D.eus sabe perfeitamente o porquê, não devemos contestar
A. vida tem seus mistérios, tem coisas que desconhecemos
D.iante de nós pode parecer estranho, para Deus não
E. não resta outro caminho senão ter fé e esperar a graça

(Homenagem ao meu sobrinho Gleymersom Rodrigues falecido em 22julho2015)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

VIDA (de A a Z e vice-versa)

(A) vida tornou-se uma jornada cruel e cheia de desli(Z)es
(B)em que poderia ser diferente, tudo no seu tempo e(X)ato
(C)ada um vivendo a sua, cada um tendo a sua devida (V)ez
(D)ando-se oportunidade a quem merecer,que vai à l(U)ta
(E)m mim bate um sentimento incontrolável de angús(T)ia
(F)orças sumindo sem que eu perceba , todos os dia(S)
(G)uardo na mente momentos bons, não posso esquece(R)
(H)oje pode estar tudo bem e amanhã pode haver o (Q)uê?
(I)magino que a vida tem seus sentidos, depois tudo será (P)ó
(J)amais o homem deveria desafiá-la, pode custar a m(O)rte
(L)ei da vida, vamos respeitá-la, vivê-la e sermos Ge(N)te
(M)uitos não entendem isso, complicam e até reclama(M)
(N)ela o que eu tenho já me satisfaz ,essa vida tão natura(L)
(O) mundo está cheio de problemas, também de dese(J)os
(P)or que então ser pessimista? Vamos além, todos podem (I)r
(Q)uerer não é poder, mas um sonho se tem a qualquer (H)ora
(R)ealize-o então, viva a vida como deve ser vivida e a(G)uarde
(S)urgirá o que você espera, será um presente pelo que você (F)ez
(T)er fé é importante, ser temente a Deus bem melhor, isso é r(E)al
(U)ma coisa é certa: a vida não nos pertence,ela é dádiva de (D)eus
(V)amos aproveitá-la o máximo, agradecer até o final com pre(C)es
(X)odó para mimarmos até a morte, sempre com alegria e para o (B)em
(Z)ere a lista dos seus problemas, esqueça o mal, procure viver a vid(A)

quarta-feira, 22 de julho de 2015

AMANHÃ (de A a Z e vice-versa)

 
(A)manhã estarei bem distante, porém muito feli(Z)
(B)uscarei alguns prazeres em determinado ponto (X) 
(C)onhecerei mais lugares,talvez vocês vejam pela t(V) 
(D)eixo meu coração aqui, refém dos amigos eu so(U)
(E)starei pensando em todos, trabalhem, façam trico(T)
(F)açam meu amanhã alegre,que chegue sem delonga(S)
(G)osto de coisas novas,de uma nova maneira de vive(R)
(H)oje parece uma eternidade, não vou falar da letra (Q)
(I)sso pra não quebrar o ritmo, quero onde vou um a(P)
(J)ulgo estar sendo chato, mas é assim o meu jeit(O)
(L)evar pra longe mensagens e talvez até um sloga(N)
(M)e ver um pouco sozinho, pensar nos que me ama(M)
(N)ão quero me esquecer do amanhã, isso não é idea(L)
(O) que eu quero agora é somente esquecer a letra (J)
(P)ara não quebrar esse meu ritmo e ver alguém aqu(I)
(Q)uerer rir, mundo pequeno que talvez num flas(H)
(R)esolvam me achar por lá e saibam até o meu R(G)
(S)ei bem que o amanhã é inevitável, certo como o CP(F)
(T)udo hoje pode acontecer e o amanhã ninguém sab(E)
(U)ma coisa é certa, acreditem: eu tenho o meu dia (D)
(V)ou dormir cedo e parar de pensar nesse meu ab(C)
(X)arope tudo isso pra quem lê, mande então pra KG(B)
(Z)ombe, faça o que quiser, o amanhã me esper(A)

sábado, 11 de julho de 2015

MINHA CASINHA – SAUDADE DA NEGA VÉIA

eu num sô um home rico
mai sei o qui é felicidade
poi tem rente da minha idade
qui num sabe vivê um tico

minha casinha é bem acanhada
só trei vão ela tem
cumigo tem mai ninguém
num tem move num tem nada

vô pa roça fazê meu trabaio
minha cumida eu mermo faço
chega de noite vem o cansaço
in riba da cama eu logo caio

a nega véia foi embora
pus braço de Nosso Sinhô
sozinho no mundo mi dexô
pa contar essa histora

filho a rente num teve
poi Deus num permitiu
a vida pa mim num surriu
mai meu carate manteve

hoje vivo na ilusão
pensando na nega do meu lado
na casinha tudo arrumado
mi isquecendo da solidão

e a casinha que a rente fez
qui foi palco do nosso amô
vai ficá assim como tô
sintindo essa nega toda vez

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O PESADELO DE VAGNER

   O imenso corredor deixou Vagner impressionado, estava num ambiente de uma suntuosidade impecável onde observou que existiam muitas portas e janelas, todas fechadas e na cor cinza claro, as paredes eram brancas, de uma alvura que dava gosto. Notou que existiam nessa edificação vários andares e que nesse local o silêncio era sepulcral, sem a presença de qualquer outro ser humano além dele. Nosso personagem achou tudo isso muito estranho, afinal o que fazia ali já que não se lembrava de ter se deslocado para esse lugar tão misterioso? Quem o teria levado então e por que? Não encontrava respostas para tal situação e isso começou a lhe atormentar, sua mente confusa queria uma explicação a todo custo, até que um ruído vindo do fundo do corredor despertou a sua atenção. Procurou controlar o medo que já se apoderava dele e caminhou alguns passos temendo alguma investida de alguém que lá estivesse, porém nada aconteceu. Vagner apenas viu que existia um outro corredor e que era bem mais longo do que aquele no qual se encontrava.

   Vagner lembrou-se que recentemente havia visitado um museu de sua cidade, onde conhecera várias antiguidades, ou seja, objetos do passado que estavam em exposição. O prédio se assemelhava ao que agora se via nele, no entanto em uma situação completamente diferente, tendo apenas ele como expectador. Aproximou-se do outro corredor e hesitou em continuar, estremecendo ao ouvir um novo ruído e desta vez acompanhado por uma voz que não conseguiu distinguir o que dizia. Quase perdeu o fôlego quando ouviu claramente a voz pronunciar o seu nome, nem se dando conta de que já caminhava pelo segundo corredor, que por sinal estava com pouca luminosidade. Percebeu também um certo declive no piso e que se acentuava a medida que andava. A voz insistia em chamá-lo mas ele não definia de quem era, sentindo que começava a cair vertiginosamente, até detectar que estava em sua cama e que sua esposa o acalmava, pois estava tendo um pesadelo. 

domingo, 28 de junho de 2015

UM SIMPLES BUQUÊ DE FLORES

O tempo ainda não foi capaz de suavizar o endurecido coração de u’a mãe que guarda um rancor como se fosse algo que fizesse bem a sua auto estima. Fatos acontecidos no passado separaram mãe e filha por conta de desentendimentos com o futuro genro dessa mãe angustiada. O afastamento foi inevitável já que envolvia outros membros da família e que ameaçaram essa filha que certamente tinha uma parcela de culpa em toda essa situação. As discussões chegaram a um ponto insustentável e a única solução foi a distância com a finalidade de se estabelecer a paz, mesmo doendo em ambos os corações.

Passado algum tempo após a separação entre mãe e filha, quis o destino que um dos corações se tornasse mais dócil, consequência do cotidiano daquela que resolvera deixar o lar materno em busca de vida própria, uma espécie de fuga de uma realidade que tanto a atormentava. O dia amanheceu lindo, com o sol banhando o quarto dessa filha que resolvera deixar o seu lar em busca de um pouco de sossego. Olhou através da janela e viu um tempo que mudara, que parecia sorrir para ela, percebendo que deveria fazer o mesmo com a sua vida, rever seus conceitos, pensar com mais carinho na família, na sua genitora que deixara para trás e que agora sentia uma pontinha de remorso por tudo que havia acontecido. Orientada pelo companheiro e levada por uma sensação de alívio, decidiu ir até uma floricultura e comprou um buquê de flores, indo em seguida até a residência que lhe serviu de berço por muitos anos, sendo recebida de braços abertos por aquela que muito almejava esse encontro que uniu de vez dois corações tão necessitados de paz interior. O simples buquê de flores foi colocado em um jarro com água num canto da sala, selando um amor que jamais deveria ter passado por tal situação.

sábado, 13 de junho de 2015

FOI APENAS UM SONHO

a grande nave de cor acinzentada e sem brilho
parou diante de um prédio imenso, monumental
nem chegou a tocar o solo, mas era coisa normal
objeto estranho aos olhos humanos, impressionava
tamanha a sua magnitude e beleza indescritíveis
outras pequenas aeronaves ali estavam visíveis
também estavam paradas no ar, majestosas
desconhecia-se o mecanismo que as movia
nenhum barulho de motor, nada se ouvia
o que me deixou em perfeito bem estar
as pessoas se movimentavam com tranquilidade
em todas as faces eu só via a felicidade
eu não conseguia me conter de tanta emoção
adentrei a suntuosa edificação de muitos andares
repleta de computadores, antenas e radares
um mundo de informações precisas para o bem
caminhei maravilhado depois por toda a cidade
em cada transeunte demonstração de felicidade
o meio de transporte era sempre aéreo e seguro
demorei pra me acostumar com tal situação
nem me dei conta da minha nova condição
se estava ali não tinha como voltar atrás
pensei então no meu mundo, na Terra querida
queria estar lá mesmo com uma vida sofrida
mas aqui estou e nada posso agora fazer
a não ser mudar esse meu comportamento tristonho
e imaginar que tudo não possa passar de um sonho