domingo, 8 de julho de 2012

MEU SONHO É VOCÊ


o dia amanheceu, o sol começava a brilhar
meu pensamento vai longe, bem adiante
sofro de saudade de alguém distante


sonhei com ela, com seu sorriso
porém sonhar não resolve mais
queria vê-la, não perdê-la jamais


não consigo mais me dominar
já dei tempo ao tempo, esperei
fiz das tripas coração, já chorei


mas meu sonho é você, sempre você
volte para mim, amenize minha dor
eu quero sorrir, preciso do seu amor

AMOR E SILÊNCIO











A porta do quarto se abriu e Estela entrou
Queria me dizer algo, percebi no seu olhar
Parecia triste e prestes a chorar
Fiquei calado, esperando que se acalmasse

Esboçou um sorriso, talvez tentando enganar
Não disse uma palavra, esperou uma reação
Queria testar como andava meu coração
O silêncio reinou no quarto por minutos

Me levantei bem calmo, afaguei seus cabelos
Olhei nos seus olhos, vi que estava sofrendo
Tentei entender o que estava acontecendo
Sem uma única palavra beijei o seu rosto

Um novo sorriso dela, acho que verdadeiro
Desta vez não fingia, parecia outra mulher
Tirou a blusa, jogou num lugar qualquer
O silêncio permanecia, o clima mudou

Fechei a porta do quarto e me deitei
Ela se envolveu em meus braços com paixão
Sentimos o desejo, uma fúria de tesão
Nós dois no silêncio nessa noite de amor

sábado, 7 de julho de 2012

O FOGO E O VENTO

o fogo queimava vorazmente o mato seco
crepitava ao sabor do vento forte
instigava as labaredas em direção norte
rastejantes e insetos tinham vidas ceifadas
o calor não permitia sequer aproximação
o inferno na terra sem dar explicação
as partículas de fuligens contaminavam o ar
as folhagens verdes perdiam os encantos seus
e o fogo não diminuía nesse mundo de meu Deus
o pânico era somente no reino animal
o reino vegetal sofria a conseqüência
vidas humanas não tinham ali com frequência
o silêncio foi quebrado pela força do fogo
com ajuda do vento destruiu a floresta
em breve apenas o desolamento resta
o fogo e o vento são importantes na terra
mas são também causas de destruição
trazem alegrias, mas também consternação

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A MORENA DE SABARÁ


A cidade estava calma, minha cabeça não
Me sentei num banco de praça para descansar
O sol brilhava, queria algo para compensar
Responder para mim mesmo: adeus solidão
E num passe de mágica surgiu uma morena
No seu semblante percebi que estava carente
A alegria estampou em mim, fiquei contente
Dei graças a Deus por me envolver naquela cena
E ali em Sabará meu coração palpitou
Sabará, bem pertinho de Belo Horizonte
A água que precisava para minha fonte
Bem pertinho de mim sorrindo parou
A morena queria mais, estendeu os braços
Razão procurei para entender nossos laços
Acordei sobressaltado, havia dormido ali

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O VELHO SILAS


o velho Silas deu seu último suspiro
a cama em jacarandá era a mesma há anos
ao seu lado Zefa, benzedeira e companheira
parte de sua vida, parte de seus planos
nunca a deixara sozinha em toda sua vida
amargara esse tempo com sua preferida
tempo de trabalho na roça, de sofrimento
de aflições pelo destino, de emoções
da perda de um filho, de maldições
não gostava de lembrar dos anos passados
a ferida foi curada, mas ficaram isolados
veio a doença, não o pegou desprevenido
tinha Zefa o tempo todo lhe dando amor
morreu em seus braços sentindo seu calor

terça-feira, 3 de julho de 2012

PINGOS DE CHUVA


o vento castiga, a  estrada é deserta
o cansaço chega, o sol desaparece
as nuvens se juntam, logo anoitece
o medo me perturba, meus nervos reagem
o sono me chama, mas preciso andar
vencer esse desafio, não posso parar
a chuva vem, molha o meu rosto
são pintos fortes, encharca meu corpo
não vejo abrigo, o andar é torto
meu cérebro pára, me sinto um morto
não vejo a estrada, só vejo a chuva
os pingos martelam, dói a cabeça
sigo em frente, talvez amanheça
as pernas enfraquecem, querem parar
eu quero repouso, a mente ordena
cessam os pingos, muda a cena
parou a chuva, o vento amainou
os pingos de chuva, um pobre sofreu
nós dois nessa luta, o fraco sou eu

domingo, 1 de julho de 2012

QUANDO FECHO OS OLHOS


Ver imagem em tamanho grande
quando fecho os olhos
sinto que existe um mundo diferente
numa sintonia alegre e comovente
mesmo na escuridão tudo fica bem claro
quando fecho os olhos
além das minhas pálpebras é só indiferença
por dentro delas eu só sinto a esperança
me fazendo sofrer entre dois mundos distintos
quando fecho os olhos
eu esqueço do mundo da vida real
e sonho feliz no outro bem natural
um mundo sem tempo que pra mim conservo